As oportunidades e os desafios do varejo

Publicado em 14/01/2014

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As oportunidades e os desafios do varejo

Fonte: Brasil Econômico
Por Paulo Áreas – Sócio da i9Brasil Comunicação

O varejo tem crescido com vigor no Brasil. Só o varejo de moda movimenta mais de R$ 250 bilhões anuais, sendo um grande mercado em nível global, o que atrai os gigantes internacionais. Estes grandes grupos têm acesso a linhas de crédito baratas e possuem cadeias de suprimento internacionais, que aproveitam fábricas na Ásia, que contam com pouca burocracia, baixos impostos e salários reduzidos. No Brasil, o governo não age para facilitar a vida do empresário, o que fica registrado pela má posição do país nos relatórios do Banco Mundial.

Mas para os varejistas brasileiros, de todos os setores, há desafios maiores, que vão desde o envelhecimento da população até o crescimento do e-commerce e da mobilidade com smartphones. Mas junto ao desafio há o irmão gêmeo: a oportunidade.

O amadurecimento populacional gera mudanças nas preferências e na renda para consumo. Quem tiver boa interação como consumidor e ágil cadeia de suprimentos irá se beneficiar. O e-commerce impacta de modo diverso as lojas físicas, atingindo fortemente o varejo de eletrônicos e muito menos a moda, por exemplo, porque os clientes querem provar as peças e a compra física é uma experiência multissensorial. É estimado que na maior parte do varejo o e-commerce venha a representar menos que 25% do faturamento em 10 anos (e vale lembrar que na moda a devolução de roupas chega a 40% em relação ao remetido, o que impacta o lucro do e-varejista).

Para destacar a importância das lojas físicas, a ultra conectada Apple já possui mais de 400 Apple Stores no mundo. Ir a shoppings centers é uma das principais atividades de lazer de paulistas e de cariocas.

A mobilidade, pela rápida adoção dos smartphones, é força poderosa. É muito mais barato e eficiente o varejista utilizar estatística e tecnologia para se comunicar eletronicamente, e constantemente, com o consumidor do que gastar em mídia e ações tradicionais. Este consumidor está sempre conectado às opiniões de amigos e atento às comparações de tendências e preços.

A queda de preço das tecnologias permite capturar grande quantidade de informação sobre potenciais clientes. No exterior, este trabalho especializado é o chamado Big Data, que captura e opera grande quantidade de informação de modo inteligente e lucrativo. Nos EUA é estimado que nos próximos cinco anos será necessário contratar 150 mil analistas de dados e 1,5 milhão de administradores deverão “saber perguntar questões relevantes e consumir de modo efetivo os resultados gerados pelo Big Data”.

E naturalmente surge a questão: como o varejista pode divulgar constantemente, e a baixo custo, produtos e promoções, de modo diferenciado, enviando um tipo de mensagem para clientes que há muito não compram, outro tipo para clientes que podem aumentar o valor das compras e etc?

O varejista pode contratar gente capacitada, alugar um software e criar um novo departamento em sua empresa ou contratar empresa especializada e terceirizar este trabalho.

A terceirização de trabalhos complexos é uma realidade, e até as multinacionais terceirizam muitas atividades para não dispersar o foco, ter melhor resultado e dispender menos recursos, inclusive o tempo e energia de seus gestores.

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